A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), disponibiliza a partir desta sexta-feira, 19, consulta pública voltada para famílias, profissionais da educação e outros membros da comunidade sobre a possível implementação de um modelo cívico-militar em unidades da rede municipal de ensino. A consulta, que será realizada por meio de formulários online, ficará aberta por 20 dias. A viabilidade da proposta será definida somente após a conclusão da consulta, a análise dos resultados e a avaliação técnica das contribuições apresentadas.
Um dos formulários é destinado aos pais e responsáveis de alunos matriculados na rede municipal e ficará disponível na plataforma Conecta Seduc (acesse aqui). O outro será voltado para a comunidade em geral, permitindo a participação de todos os interessados em contribuir com a consulta pública (acesse aqui o link para comunidade em geral).
Os questionários contam com perguntas objetivas e também possuem um campo aberto para os participantes poderem registrar opiniões, sugestões, dúvidas e observações sobre o tema. Os participantes deverão indicar a unidade escolar onde os filhos estudam ou, no caso da comunidade em geral, a escola municipal mais próxima de sua residência.
Com a consulta, a intenção é conhecer a percepção da comunidade escolar e da população em geral sobre o tema. A secretária de Educação, Adriana Palmieri, explica que a iniciativa amplia o diálogo com a população antes de qualquer discussão mais aprofundada sobre o assunto. “Neste momento, estamos ouvindo pais, responsáveis, profissionais da educação e toda a comunidade. Queremos compreender diferentes pontos de vista e garantir que a população participe desse processo de escuta de forma transparente e democrática”, afirma.
A consulta pública está fundamentada nos princípios da gestão democrática do ensino público previstos na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que asseguram a participação da comunidade na construção e no aperfeiçoamento das políticas educacionais.
Moisés Simão, que tem três filhos matriculados na rede municipal, considera fundamental a participação da população na consulta. “Acredito que iniciativas que possam contribuir para a segurança e a organização das escolas merecem ser discutidas. Acho positivo que a Prefeitura esteja ouvindo as famílias antes de qualquer decisão”, comenta.
A moradora Cristiane Canedo, mãe de duas estudantes da rede, também avalia positivamente a realização da consulta. “Sempre tive interesse no modelo cívico-militar. Fiquei feliz em saber que o município abriu esse diálogo para que as famílias possam se manifestar, seja a favor ou contra”, diz.
Após o encerramento da consulta pública, em 9 de julho, os resultados serão analisados pela Seduc e contribuirão para a elaboração de estudos técnicos sobre o tema.
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